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Aqui, é o que me apetece!!

Não só o que me apetece, mas quando me apetece e sobre o que me apetecer! Tenho dito!... E vou continuar a dizer!



Quinta-feira, 10.07.14

Hino à vida em tempos de crise

A vida é um conjunto de frases feitas e lugares comuns.

 

Há cerca de 12 anos e meio deixava o jornalismo.

Com saudades da escrita, criei um blog, que funcionava como um local do ciberespaço onde o meu grupo de amigos se encontrava para saber notícias uns dos outros, uma espécie de Facebook daqueles tempos.

 

Mas o blogue cresceu, lia outros blogues, fui convidada a participar neles e fiz amizades cibernáuticas daquelas que diariamente me levavam às lágrimas de tanto rir.

 

Até que, um dia, uma amiga que tinha singrado no jornalismo me deixou um comentário que dizia tão simplesmente:

«Não vejo qual é a relevância jornalística do teu blog. Não tem interesse nenhum».

 

Senti-me arrasada. E, durante anos, cada vez que começava um blog, aquilo pesava-me.

Acobardava-me.

Fazia-me sentir pequenina e insignificante.

Que nunca a minha escrita voltaria a ter valor porque não me tinha mantido no jornalismo.

 

Os anos passaram, a vida mudou e eu mudei: fui mãe, nunca mais pensei em voltar ao jornalismo, - apesar de continuar a alimentar o sonho de, um dia, viver às custas da minha escrita - mudei de cidade e a crise, como a tantas outras pessoas, moldou-me a vida e o dia a dia.

 

De tanto que a Mãe Ana insistiu que passasse a escrito as histórias do Salvador que diariamente lhe contava, resolvi voltar a fazer um blog.

E, daqui, nasceu «O meu filho dava um Livro»

Ao ler o blog privado de uma amiga minha, percebi que continuava a ter tanto por dizer, coisas minhas, que não se enquadravam ali, que fiz este blog.

 

Agora, alimento-os diariamente, religiosamente, como se a minha vida dependesse destes dois "comprimidos" diários.

Porque, se na verdade a minha vida não depende deles, deles depende, isso sim, a minha sanidade mental.

Independentemente de continuarem a não ter qualquer «relevância jornalística».

 

Tudo isto, assim meio «Retalhos da vida de uma tipa qualquer», para vos dizer o quê, perguntam.

 

Soube que um amigo meu tinha tentado, por duas vezes, por fim à própria vida.

E isso fez-me questionar a minha.

E, o que encontrei, foi todo um conjunto de mil lugares comuns e frases feitas.

 

Nós não somos um emprego: somos pessoas, merecemos respeito.

Nós não somos apenas um número: temos sentimentos.

Nós não somos meros obreiros / máquinas: temos opinião e vontade própria.

 

Não é o que fazemos que nos define: é a forma como o fazemos.

É o que somos e como somos com e para os outros.

 

Não é o que deixámos de fazer que nos rotula de falhados: são os caminhos alternativos que abraçámos, pelos quais lutámos e onde nos entregámos que nos definirão sempre.

 

Em suma: somos o que somos, como somos, numa soma de tudo o que fomos.

 

Mas isso não deve nunca derrotar-nos: deve iluminar-nos.

 

Devemos colocar-nos sempre em causa e não sermos apenas as vítimas das circunstâncias:

  • O que posso fazer para me sentir melhor?
  • Como fazê-lo sem prejudicar o orçamento familiar?
  • Posso contribuir de alguma forma para que as actuais circunstâncias da minha vida se transformem em meu favor?
  • O que me desgasta e faz perder tempo sem quaisquer resultados que não seja uma espiral descendente de tristeza: Vale a pena, posso agir e mudar alguma coisa?

Se acordamos todos os dias a chorar e sem vontade de sair da cama, isso não quer dizer que estamos na merda.

Quer dizer que chegou a hora de mudar de perspectiva.

De nos colocarmos no centro de tudo.

 

Tempo de acção e não de contemplação.

Tempo de agir ao invés de apenas reagir. Ou de não reagir de todo.

 

Tempo de nos afirmarmos, nem que seja dedicando-nos ao que gostamos.

Aos que gostamos.

Independentemente do que os outros pensam.

Mesmo quando nem sequer dizem o que pensam.

 

(Photo by Solange Silva) 

 

Se não prejudicas ninguém, faz o que gostas.

Se não sentes feedback, fá-lo por ti e não para ouvires o que os outros têm para dizer.

 

Vive.

Por ti.

Impõe-te à vida, não deixes que ela te derrote.

 

Pensa sempre que, quando queres muito uma coisa, todo o universo conspira para que ela aconteça, como dizia Paulo Coelho n' «O Alquimista».

Acredita. Sempre. Muito. Em ti.

O que tiver que ser teu, a ti virá.

Mas não durmas sentado à espera que chegue.

 

Vive.

Por ti.

Porque tens valor, ainda que nem sempre to façam sentir.

Não deixes que te derrotem... Com palavras, com nada.

 

Tu ÉS.

E isso não há quem mude.

Valoriza-te mas não sejas vaidoso... Sê só cuidadoso contigo mesmo, como gostarias que os outros fossem.

Mima-te.

 

SÊ.

Sempre.

Nunca baixes os braços e não os levantes em vão.

 

AMA-TE.

Porque se não o fizeres, nunca entenderás como és importante.

 

E, por fim, não faças planos para a vida: Vive-a... e não estragues os planos que ela tem para ti.

Autoria e outros dados (tags, etc)

por Mamã às 00:04


3 comentários

De Solange a 11.07.2014 às 15:01

Passo todos os dias em Alcântara pela seguinte frase escrita na parede: "Sem medo de ser eu."
Um destes dias não resisti a tirar-lhe uma foto e a partilhá-la no Instagram (a tal rede social que agora já sabes o que é :-)), já que para mim a mesma resume tanta coisa.
Ninguém disse que é fácil, easier said than done, mas no dia em que nos assumirmos perante nós e os outros, tudo fica mais fácil.

De Mamã a 11.07.2014 às 21:51

Assumirmo-nos e ir em frente, sem medos...

De Mamã a 17.07.2014 às 00:00

Espero que tenhas gostado de ver a tua foto da parede aqui... You are my Lucky

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