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Aqui, é o que me apetece!!

Não só o que me apetece, mas quando me apetece e sobre o que me apetecer! Tenho dito!... E vou continuar a dizer!



Quarta-feira, 17.09.14

Não há nada pior….

… que uma sala de espera das urgências de um hospital.

 

Para onde quer que se olhe, sentes-te sempre um voyeur, como se espiasse dramas familiares alheios que surgem na altura e local menos apropriados. São os nervos dos familiares, os pacientes assustados, a demora na triagem, que se expande ao infinito quando falamos no tempo de espera para o atendimento médico.

 

E tu que, à semelhança de outros, queres estar junto dos teus e não podes. Porque o serviço está tão entupido que deixaram de atribuir pulseiras de acompanhantes, até mesmo à esposa do senhor que se encontra desmemoriado, com comportamentos compulsivos e não sabe onde está nem a fazer o quê….

 

E, por falar em acompanhamento, o cenário típico a que somos submetidos a cada vez que temos que vir a este hospital: para um paciente de etnia cigana, temos a esta altura, como «familiares próximos», 14 adultos, 4 adolescentes, 2 crianças e dois bebés de colo. A polícia tem que intervir e pedir que levem para fora da sala a criança que não pára de gritar. E lá fora está um vento forte que ameaça transformar-se num frio de rachar.

 

E a espera, que parece não acabar. Os pacientes melhoram. Pioram. Desistem. Vão embora.

 

Uma senhora pede indicações relativamente a que gabinete médico se deve dirigir; porque na sala de espera está muito barulho. Muita gente. Sugere que aumentem o volume de som, até porque a maioria das pessoas que lá se encontram são idosos, que certamente, num maior ou menor grau, terão problemas de audição. Em suma, o sistema de som não se consegue sobrepor ao barulho da sala. A enfermeira retruca que os gabinetes para as pulseiras amarelas estão assinalados e a paciente que bata à porta para ver para qual foi chamada; que existe Livro de Reclamações no balcão das urgências. E, para rematar, se não está bem, para a próxima não venha. Como diz o meu Marido – e muito bem – como se as Urgências de um hospital fossem uma loja onde se escolhe ir e ficar a ver a montra.

 

Que falta de profissionalismo. De tato. De tudo. Bastava ter-lhe indicado o gabinete médico correto e ter-se ficado por ali. Mas não. É este tipo de comportamento que mancha e conspurca a reputação de outros tantos profissionais que, há mesma hora, no mesmo local, dão o melhor de si para o bem-estar de todos.

 

Como a senhora do Gabinete do Utente. Bem-haja, Paula Cardoso, bem-haja. Pela sua delicadeza, simpatia, empatia e compaixão. Pela paciência em lidar com todos: os que esperam, os que desesperam e os que nem sabem muito bem o que sentir ou o que querem saber.

 

Olho para os rostos que me rodeiam e, em todos, sem exceção, a mesma sombra: de cansaço, de saturação… de descrença.

 

Felizmente, o patriarca sai e o acampamento no hospital dá mostras de preparar-se para levantar para outras bandas...

 

 

Passou tanto ou tão pouco tempo que é hora de jantar. Os pacientes reclamam: estão nesta sala desde as 14h, há apenas um médico de serviço e vai começar o jogo do Benfica. Será que serão atendidos ainda hoje?

 

O meu Marido já quis ir embora por duas vezes; não deixei.

 

Os bombeiros já vieram e voltaram sei lá quantas vezes. Com doentes diferentes. Eles, os bombeiros, sempre os mesmos. Trocam impressões sobre pacientes, escalas de serviço, mentiras…

 

E idosos. Muitos idosos. Sozinhos. Ou fazendo companhia uns aos outros.

 

Quem está saudável fica doente: os pés incham e transbordam dos sapatos e dos chinelos, tantas são as horas em pé à espera de notícias dos ente queridos. As dores de cabeça ganham forma e os olhos lágrimas. De desespero ou de dor.

 

 

Quando estás fora do teu ambiente, nem no hospital encontras caras conhecidas. Os conhecidos passam a ser as pessoas com quem estás há horas a partilhar a sala de espera. É assim que sei que a senhora que chegou às 13h20 saiu agora. São 20h15.

 

 

21 horas. O meu Marido é chamado. Não esquecer que deu entrada às 15h30. Se lhe pedirem análises ou outros exames complementares, diz que vai embora. Que não está para isto. Infelizmente os meus pés começam a concordar com ele, mas eu não posso permitir que vá embora.

 

 

23h30. Já está. Exames, consulta. Tudo. Médico espetacular, diz o Marido.

Acredito: se não fosse tenho a certeza de que, de uma forma ou de outra, se teria vindo embora.

 

 

Para quem não acredita que o SNS está à beira da morte, façam este exercício. Só não sei como é que não morrem mais pacientes nas urgências. O pessoal residente bem tenta, mas num hospital, como em qualquer outra situação, não se fazem omeletes sem ovos… Fazem-se verdadeiros milagres.

 

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por Mamã às 19:00

Terça-feira, 16.09.14

Osga: animal de estimação ideal para tempos de crise

Só a vimos na primeira manhã na casa para onde nos mudámos: lá estava aquela barriga, patas e rabo, brancos, espalmados contra o vidro do recuperador de calor da lareira.

 

OK, bem sei que já não tínhamos animal de estimação, que o Roberto (o nosso peixe) foi a primeira vítima dos fanicos domésticos que nos têm vindo a assolar, não tendo resistido a uma viagem de 10 minutos de carro entre uma casa e outra. 

 

Mas já tínhamos decidido que, uma vez que há tartarugas e peixes no lago, não íamos ter mais nenhum animal de estimação.

 

E eis que, contrariando os planos que tínhamos para a nova vida naquela casa, o recuperador de calor se transforma em reptilário e, todas as manhãs, sem excepção, lá está a nossa amiga osga a dar-nos os bons dias.

 

Reconheço que é um animal de estimação fácil de cuidar:

  • Não temos gastos com comida e também não lha damos. Aliás estão todos proibidos de abrir a lareira pois, sendo uma espécie protegida pela Lei portuguesa, não estou para andar a correr atrás da osga pela casa fora apenas para a pôr na rua e ela voltar a entrar pela chaminé. Quando vier o inverno, se houver inadvertidamente algum barbecue de osga, a culpa não é nossa...;
  • Até porque não temos de a passear na rua. Como desaparece assim que nos levantamos e chegamos à sala (e só a voltamos a ver na manhã seguinte...), presumo que vá à rua sozinha e por lá se alimente, que já lá estamos há 2 semanas e meia e ela nem por isso me parece mais magra;
  • Sendo um animal de estimação auto-suficiente em todos os aspectos, o que é que poderíamos pedir mais?

Que mudasse de casa... Alguém quer uma osga?

 

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por Mamã às 13:52

Segunda-feira, 15.09.14

Começa a ser difícil manter pensamento positivo…

… Quando, desde quinta-feira para cá:

  • A inspecção para mudança de titularidade do contrato de fornecimento de gás revela um problema Crítico;
  • O senhorio tem de ir lá a casa partir a parede da cozinha e ficamos todos a rezar que o buraco seja suficiente para acabar com o problema;
  • Marcas reinspecção e avisam-te que, além de teres pago 58 euros da primeira vez, agora pagarás mais 45 euros. E não sabes se nessa reinspecção não te vão cortar o gás, como ameaçaram na inspecção;
  • O senhorio não consegue reparar o autoclismo e o canalizador que lá vai consegue… mas cobra 110 euros;
  • O PC portátil do teu marido “morre” e ficas a desejar que lhe façam alguma “respiração boca a boca” milagrosa, uma vez que, de alguma forma, ele ainda “respira”;
  • O tablet do teu filho dá um mergulho de cerca de 3,5 metros para o vazio… e morre;
  • O teu carro faz uns barulhos tão estranhos que não te atreves a andar a mais de 60 KM/h e mesmo assim sentes que estás a abusar;
  • A tua panela de pressão resolveu partir-se precisamente no único local em plástico que não devia partir: na maçaneta de abertura…

Acho que não preciso de continuar…

 

OK, tirando o tablet do Salvador, estamos a falar de coisas que têm entre 12,5 e 8 anos de uso, mas tinham que começar todas a ter o fanico ao mesmo tempo?!?!?!?                                              

 

Uma pessoa tenta não desmoralizar, mas julgo que nesta situação em concreto, esconder-me no eterno optimismo “tuga” será pura estupidez… 

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por Mamã às 13:39

Sexta-feira, 12.09.14

Agora na flor da idade é que me deu para isto…

A primeira vez que me apercebi, foi numa das visitas do papa João Paulo II a Fátima. Assim que cheguei, fiquei de tal forma transtornada que, a primeira coisa que fiz foi dirigir-me à Rodoviária Nacional e comprar bilhete de regresso a Leiria.

Aquela massa humana, que parecia sempre caminhar na direção contrária à que eu levava, estava a enlouquecer-me. Quase que sufocava quando me cruzei com os agentes de segurança pessoal do Papa, todos de fato escuro, semblante carregado, autênticos «armários» que, de repente, me rodearam por todo o lado. Lá consegui dirigir-me ao local de encontro com a restante equipa do jornal e, sempre com a hora do expresso em mente, tive o discernimento de respirar fundo e fazer o meu trabalho. Era para isso que lá estava, e não propriamente para ver o Papa, até porque me vim embora ainda antes dele chegar.

 

A segunda vez foi em plena rua, no Cairo. Consegui que a minha curiosidade levasse a melhor e fui  à descoberta da cidade. Mas completamente desorientada com aquela parafernália de gente, cores, cheiros…. E agarrada ao meu Marido, qual lapa agarrada a uma rocha. Mas, quando em pleno Centro Comercial, a subir umas escadas rolantes, dois mafiosos que vinham em sentido contrário se agarraram às duas enfermeiras que vinham connosco – sim, eram loiras – estava a ver que desmaiava. Nem sei como é que conseguimos todos (éramos 6…) manter o sangue frio e sair dali sem haver uma peixeirada de todo o tamanho.

Ora, países tipo Egipto (Marrocos, Tunísia, etc.), ficaram para todo o sempre riscados dos meus mapas de futuras férias. Como não tenho tido folga financeira para viajar, também não tenho pensado muito nisso, acreditem…

 

Sim, sofro de Agorafobia  - «… (do grego ágora - assembleia; reunião de pessoas; multidão + phobos - medo) é originalmente o medo de estar em espaços abertos ou no meio de uma multidão. Em realidade, o agorafóbico teme a multidão pelo medo de que não possa sair do meio dela caso se sinta mal e não pelo medo da multidão em si. Muitas vezes é sequela de transtorno do pânico. Quando o medo surge é difícil saber se, se está tendo um ataque de pânico ou Agorafobia, porque ambos tem quase os mesmos sintomas. (…)».

E não, não é um ataque de pânico, é um medo de perder o rumo próprio no meio daquela gente. Do género: se se lembrarem de caminhar para um abismo, vão levar-me com eles porque não vou conseguir contrariar o rumo que leva o rebanho.

 

«(…) O agorafóbico não teme ser avaliado pelas pessoas que frequentam aquele espaço – ele teme não ter a quem recorrer caso se sinta mal. Do mesmo modo, tais pessoas podem desenvolver o medo de andar de elevador, dando vazão à claustrofobia, que é outra manifestação possível da agorafobia. (…)» 

Quais sentir mal, caramba? E avaliem à vontade, eu quero lá saber o que é os outros pensam… Eu não gosto é de ser espezinhada, seja em sítios fechados ou abertos. E, num elevador cheio, há sempre um palhaço que, antes da porta fechar, se atira lá para dentro, obrigando quem já lá estava a esmagar-se.

 

Isto não são as fobias no estado puro em que as descrevem; são derivadas.

Tal como sou uma derivada do que outrora fui. Caso contrário, como é que sobrevivi a discotecas, bares académicos, edições do Sudoeste, Paredes de Coura, Semanas Académicas, Enterros da Gata... E não, o álcool não é a razão.

 

Logo agora que eu estava na flor da idade, e queria taaaaanto ter ido à Vogue’s Fashion Night Out… Olhem, fiquei completamente Out!!, foi o que foi.

E não, não foi a falta de guito para ir às compras. São as fobias…

 

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por Mamã às 15:53

Quinta-feira, 11.09.14

Sabes que encontraste a casa certa...

... Quando mesmo não ligando nenhuma a plantas e flores, sentes uma vontade irreprimível de as ter.

 

E sais de casa e vais comprar plantas e vasos e sentes-te feliz como nunca.

 

De carteira mais leve, mas com a casa com mais vida e alegria.

 

Comprei:

 

       


 

 

     


   

Sabem o que são?? Prémio a quem adivinhar....

 

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por Mamã às 19:48

Quarta-feira, 10.09.14

Sabes que os open space são uma porcaria…

… quando no teu local de trabalho, passas o tempo a:

  • Ouvir debates de reuniões para as quais não foste convocada;
  • Assistir a recitais de receitas de culinária que não pediste;
  • Almoçar em ambiente de feira medieval, apenas faltando os trovadores.

 

Estou a considerar seriamente comprar uns EPI’s para conseguir pensar… 

 

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por Mamã às 19:34

Terça-feira, 09.09.14

O que é que já fez hoje por si e pelos seus colegas de trabalho???

Eu divulguei junto dos principais Administradores do Grupo para o qual trabalho a existência do Cheque Creche:

 

Investimento com responsabilidade social

 

O Cheque Creche é um título no formato de cheque ou cheque eletrónico (e-voucher), com vantagens sociais, laborais e fiscais, destinado a comparticipar as despesas de educação dos filhos dos trabalhadores.

Benefício social totalmente  isento de IRS e Taxa Social Única, permitindo à empresa majoração fiscal de 40% em sede de IRC.

Regulado pelo DL 26/99, de 28 de janeiro, destina-se ao pagamento de creches, jardins de infância e lactários, e tem como principal objetivo potenciar o apoio das entidades empregadoras aos seus trabalhadores que tenham a cargo filhos ou equiparados com idade inferior a 7 anos. 

Mais poder de compra para o trabalhador com forte impacto na qualidade de vida da sua família.

 

Mais informação em: http://www.chequecreche.pt/inicio.aspx

 

Do que está à espera para fazer o mesmo????

 

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por Mamã às 14:39

Segunda-feira, 08.09.14

A importância de ter um perfil Linkedin

É importante? Pode não ser, já sendo.

 

É interessante? Se tudo o que as pessoas escrevem nos seus perfis for verdade, é.

 

É um Facebook profissional que nos permite seguirmos empresas que nos interessam, gurus das nossas áreas de referência e/ou preferência, pessoas com percursos de vida bastante interessantes, elogiar / recomendar colegas de trabalho, pessoas cujo trabalho apreciamos mas que nada têm a ver connosco, não sendo nem colegas nem amigos...

 

Muito giro.

 

Fala-se de projectos, trocam-se ideias relativamente a projectos semelhantes, apresentam-se pessoas que possam interessar a esses projectos aos autores dos mesmos. Estou a adorar.

 

Não é uma questão de vício - ou de cusquice, como acaba por ser o FB.

Aqui fala-se de trabalho. Também se pode falar de outras coisas, mas é mais fácil encontrarmos colegas de curso há muito desaparecidos no Linkedin que no FB.

 

Não é uma rede social - podendo ter esse caráter, porque permite envio de mensagens - mas uma rede profissional que te permite conhecer pessoas com actividades que nem sabias que existiam.

 

Descobrir nomes de empresas é outra das coisas que me atrai: a imaginação nas actividades estende-se aos nomes das empresas, podendo não ser o serviço mais original no mundo mas o nome apelativo chama a atenção.

 

Ler aqui e ali, a troca de ideias, as curiosidades saciadas podem, inclusive, ajudar os mais indecisos a perceber o que gostariam de experimentar a seguir.

 

E ter na nossa rede de conexões alguns dos nossos ídolos - no meu caso, o Domingos Amaral e o Simão Rubim, profissionais de áreas distintas que admiro imenso pelo talento e criatividade - é muito recompensante. Podemos seguir os projectos em que estão envolvidos. Elogiar o seu trabalho sem que tal pareça completamente descabido ou estúpido.

 

Aconselho vivamente.

 

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por Mamã às 20:30

Domingo, 07.09.14

Centro Estético Militão, faça favor!

Normalmente é ao sábado depois de almoço que abre o «Centro Estético da casa Militão», que isto de gastar dinheiro a arranjar pés e mãos foi coisa que nunca me convenceu.

 

É certo que a qualidade do trabalho, de início, principalmente no que diz respeito à aplicação de verniz, deixava muito a desejar, mas nada que com prática, um bom banho quente e algumas lavagens de louça sem luvas não se corrija!!!

 

Começo sempre o trabalho pelo mais novo da casa: é o que leva menos tempo e é o mais difícil de convencer.

Como tem uma dermatose palmar juvenil, os pés têm que andar sempre cuidados e as unhas curtas para não criarem atritos na pele dos dedos vizinhos.

Este dispensa manicure: desde que deixou a chucha que passou a roer as unhas e não há quem o convença para deixar este vício.

E é uma coisa estranha, porque se desenvolveu tipo tique nervoso: se contrariado, vai de roer as unhas.

Já lhe mostrei a Vénus de Milo e já lhe disse que, se não ficar como ela, pelo menos fica cheio de buracos na barriga e com dores, pois se as unhas fossem feitas para comer de certeza que havia hambúrgueres de unhas.

- Que nojo, Mãe!!!!!

- É, não é?

- BLHEC!!!!

Mas nem por isso deixa de as roer e engolir...

 

Depois passamos ao mais velho: tem umas calosidades nos pés que uma vez, ainda solteiros, ele estava a ver futebol e eu estava de lâmina a cortar aquela camada de pele.... OK, deu-se um golo e eu arranquei-lhe um «bife» de todo o tamanho.

Durante quase 12 anos deixei-me disso: a imagem daquele sangue todo foi algo que me impressionou.

Mas depois.... Apareceu isto:

É tipo grosa de pedreiro, mas elétrica: agora ele corta o grosso com a lâmina e depois é só ir fazendo manutenção com esta bela lima eléctrica!!!

 

Finalmente, dedico-me a mim, que sou a que levo mais tempo.

Optei por alternar sempre os pés com as mãos: numa semana trato de uns, na semana seguinte dos outros. Assim, não me chateio muito e é mais fácil.

Como aprendi todos os truques das manicures para aplicar verniz de forma a que este dure -  aplicar base, duas camadas de verniz e uma de finish express - dá para alternar a coisa.

 

Já cuidados da pele é a mesma coisa: esfoliante para a cara é um pouco de mel líquido com umas colheres de açúcar. Esfregasse na cara e tira-se muito bem com água morna, sendo que só faço esfoliação quando passo a mão nas asas do nariz, testa e queixo e eles já estão rugosos.

 

Esfoliante para o corpo.... Bom, esse ainda é um luxo da Rituals oferececido pela minha SAC e pela minha cunhada no meu aniversário.

E sim, talvez ande de olho nas promoções da loja para renovar ainda antes de acabar.

 

O Esposo ensinou-me que, em tempos de crise, um príncipio básico de gestão é: não empatar capital em stock. Principalmente quando o orçamento disponível tende a ser cada vez mais curto...

 

Mas se eu empatei do meu tempo pessoal a adquirir - e a aplicar todas as santas semanas!!! - estes conhecimentos, que nos permitem a todos andar cuidados sem ter que pagar um tusto por mão de obra, - que é aqui da escrava de serviço... - porque é que não me posso dar ao «pequeno grande luxo» de stockar produtos, por exemplo, que custam normalmente 5,69 euros por 2,35 euros e que são tipo litro e meio e duram meses???? 

 

Mesmo que a nossa verba mensal seja curta, a amortização deste tipo de investimentos compensa: se a embalagem de litro e meio me durar 4 meses (no mínimo....), representa uma distribuição mensal de custo de 0,59 euros / mês. Quem é que gasta este valor mensalmente em gel duche quando se toma, no mínimo, um duche por dia??? NINGUÉM!!!!

 

OK, stockar em tempos de crise não. Mas há que avaliar o que realmente compensa.

 

E, se não sabem como fazer para serem auto-suficientes neste tipo de coisas, há centenas de sites que explicam como o fazer.

Depois há o investimento inicial nos produtos - sendo que a uma mulher na casa dos quarenta as cores de verniz adequadas nem são tantas quanto isso, apenas umas 4 ou 5, para quem gosta de variar.

Os produtos não são assim tantos quanto isso e quanto mais pessoas servirem, maior é o índice de amortização.

 

Exemplo prático: a lâmina da Dr. Scholls custou-me 30 euros em promoção de lançamento. Já a uso em mim e no Esposo, todas as semanas, (porque estamos no verão e andasse de pé à mostra) há cerca de 3 meses. Quanto é que já teríamos gasto se tivéssemos ido os dois, semanalmente, a uma pedicure?

 

Pensem nisto. 

 

A crise é uma realidade.

Mas se não formos mais espertos que ela, deixamos de viver e de ter, até, o que hoje em dia são cuidados básicos de saúde e / ou de apresentação para quem trabalha em grandes empresas. 

NÃO SE RENDAM: VENÇAM-NA COM IMAGINAÇÃO!

 

Quem sabe não descobrem neste tipo de coisas uma vocação escondida? Já houve quem começasse por menos....

 

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por Mamã às 20:39

Sábado, 06.09.14

Vocação: Cliente-Mistério

Eu seria muito boa nisso, acreditem....

 

Ser paga para experimentar roteiros de viagens e serviços em cruzeiros para operadores turísticos, ao mesmo tempo que elaboro relatórios desde a temperatura dos alimentos à simpatia dos empregados, passando pela adesão dos passageiros / turistas aos serviços existentes....

Aproveitava e ainda poderia fornecer um serviço adicional de guia escrito de viagem e curiosidades acerca do roteiro em causa.

Aaaaaaaaaaaaaaahhhhhhhhhh, como eu seria feliz!

 

Também posso ser Cliente-Mistério em restaurantes, estabelecimentos comerciais de todo o género, serviços.... Eu sou muito exigente a avaliar!!!

E, além do mais, se pago, gosto de ser bem atendida / servida / acompanhada. E sendo paga para o fazer, então o relatório seria mais que completo.

 

Sim, é isto: Cliente-Mistério.

Estou disponível para prestar este tipo de serviços, a troco de pagamento de deslocações, fee para usufruir do serviço / produto / etc. e uma contrapartida para o relatório final.

 

Agora já sei o que responder ao meu filho quando ele me perguntar o que quero ser quando for grande: um fantasma!!!! :)

 

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por Mamã às 13:46

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